A garota no trem, Paula Hawkins


"Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d'água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado."
    Confesso que já torci o nariz para este livro várias vezes, afinal eu não era muito fã do gênero, mas ultimamente eu venho lendo muitos thrillers e adorado. Quando vi que o filme havia entrado no catálogo da Netflix, foi o empurrãozinho que eu precisei pra decidir ler A garota no trem e ainda bem que eu li.

   Rachel perdeu praticamente tudo desde que se separou de Tom, mas ainda não conseguiu superar. Morando de favor na casa de uma amiga, ela se rendeu ao álcool. Todos os dias ela faz o mesmo caminho de trem, de onde assiste um casal, ao qual ela dá os nomes de Jess e Jason e imagina como é feliz e bonita a vida deles, morando na mesma rua onde ela costumava morar com Tom. Um dia ela vê algo diferente, e isso desencadeia vários pensamentos e sentimentos ruins sobre o seu passado.

  A autora explora o mistério envolvendo Jess, ou Megan, da perspectiva de uma ex-mulher alcoólatra, infeliz e com sérios problemas psicológicos que a deixam na mira da polícia, como uma suspeita em potencial. Isso foi o que eu mais gostei no livro: ao mesmo tempo que duvidei de Rachel, também desenvolvi uma empatia enorme por ela e tudo o que ela passou. É uma personagem real, profunda, que encontrou na dor de outra pessoa, uma forma de esquecer a sua própria.

   Tom se casou novamente e teve uma filha, mas mora na mesma casa onde morava com Rachel. Ana, sua mulher, gerou bastante empatia em alguns leitores, mas teve o efeito contrário comigo. Foi praticamente impossível gostar dela por um minuto sequer. No caso, o livro é narrado pelas três mulheres: Rachel, Megan e Ana, mas em sua maioria a narrativa é de Rachel.

    Paula foi extremamente coerente através de três pontos de vista, cada personagem tinha a sua voz, sua personalidade e seus segredos. Eu desconfiei de absolutamente todos os personagens, até mesmo da desaparecida Megan. Uma vez que você se acostuma com livros de suspense, passa a reconhecer mais rápido os culpados. Pelo menos comigo tem sido assim, mas em A garota no trem eu fui surpreendida. Em momento algum eu imaginei ou supus o desfecho que o livro teve, deixando minha experiência com a leitura mais gostosa ainda. 

   

A garota no trem | Paula Hawkins | Editora Record | 378 Páginas | 4 Estrelas | Skoob 

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