Um acordo e nada mais, Mary Balogh

by - segunda-feira, outubro 08, 2018


"Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado. No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento. Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los. No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida."

Título: Um acordo e nada mais | Clube dos Sobreviventes #2 | Autora: Mary Balogh | Editora: Arqueiro | Ano: 2018 | Páginas: 304 | Nota 5 | Skoob | Compre aqui

Resenha anterior:

    A trilogia clube dos sobreviventes foi meu primeiro contato com a romancista Mary Balogh e como gostei bastante do primeiro volume, fiquei extremamente ansiosa para ler o segundo. Em cada livro da trilogia a autora vai abordar sequelas que a Guerra deixou em algumas pessoas e como elas passam a enxergar a vida depois disso, então vamos ver o que eu achei deste segundo volume.

    Vincent, integrante do Clube dos sobreviventes, ficou cego no cambo de batalha (está na sinopse, não é spoiler) e teve que voltar pra casa muito jovem. No auge de seus vinte e poucos anos, sua mãe e suas irmãs estão o importunando pra que case-se logo, pois agora tem um título e precisa gerar herdeiros e quando ele resolve fugir de toda a pressão acaba se metendo numa enrascada maior ainda. Aí é que o enredo começa a se desenvolver e ficar interessante.

    Mary me deixou apreensiva nas vinte primeiras páginas, levei tempo demais pra me ambientar na história e me conectar com os personagens. A narrativa é muito boa, nada maçante, mas demorou pra fluir, creio que o problema tenha sido comigo. No entanto achei as confusões em que Vincent se meteu muito engraçadas então me diverti muito a partir do momento que a leitura engrenou de vez. 

    Sophia e Vincent são muito diferentes da maioria dos casais que conheci em romances de época, porque constroem uma amizade muito bonita e respeitosa em pouco tempo. Sem troca de farpas, sem orgulho e sem desejo sexual (de início), apenas bons amigos com sonhos em comum que acabam se apaixonando. Um acordo e nada mais é sobre superação sim, mas também sobre companheirismo, respeito e admiração.

    A maneira como Mary abordou a cegueira de Vincent foi espetacular, ela usou elementos muito bacanas pra desenvolver a independência e autoestima do personagem. Em momento algum romantizou o assunto, ou o tratou de forma leviana, pelo contrário. É a primeira vez que leio algo com um personagem cego e estou muito satisfeita, a autora tem muito tato para temas sensíveis.

    De forma geral, Um acordo e nada mais é uma estória muito bonita, delicada e romântica. Não é lá muito sensual, mas ainda sim tem seu charme. Me lembrou muito os contos do Patinho feio e da Cinderela, mas de uma forma muito mais encantadora. Fiquei apaixonada, mal posso esperar pelo terceiro livro!

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